segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Gael chegou!


E eis que chega Gael, meu menino lindo e intenso, que nasceu no dia 29/12, às 4h03min, com 3,315Kg e 50,5cm. Estávamos com 37 semanas de gravidez e o parto foi lindo, instintivo, natural e incrivelmente rápido. Assim que conseguir postarei aqui o relato. Por ora, só posso declarar aos quatro cantos do mundo minha paixão por este novo serzinho que chegou para iluminar ainda mais a minha vida. Estamos já em casa e fecharemos 2012 com chave de ouro, em família, com nossos dois filhotes embaixo da asa.
O Benjamin está curtindo bastante o mano, sorri quando o vê e está muito carinhoso com ele e conosco. Coisa mais querida, como sempre!

Aproveito para desejar a todos um 2013 pleno de alegrias, doçura, leveza e muito amor!





sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Parir sorrindo

A chegada de Gael se aproxima. Estou meio introspectiva, chocando o ovo, toda corpo, toda atenção aos sinais e às mudanças, toda "para dentro". Ontem pensei que isso está ocorrendo desta maneira sobretudo porque já tive uma experiência (ótima, por sinal) de parto e sei que este acontecimento tão lindo, transformador e fisiológico é uma pequena morte. Depois do parto de Benjamin nunca mais fui a mesma. Morri um tanto para depois renascer, sendo a mesma e ao mesmo tempo sendo uma outra. Quando Gael chegar sei que meu eu será linda e necessariamente dilacerado pela segunda vez, e o produto deste processo não sei ainda qual será, mas tenho certeza que me sentirei mais forte, mais crescida e mais mulher do que sou agora.

Encontrei agora há pouco no blog da Cris, que também está na reta final à espera de seu segundinho, este lindo vídeo. Ele representa o que desejo neste meu segundo parto. Se no nascimento de Ben encontrei minha força e me superei, no nascimento de Gael quero entrar em intenso contato com meu eu, com meu instinto e com as demandas de meu corpo. Quero serenidade. Quero viver com plenitude o momento. O meu momento. Este vídeo é uma prova de que não só é possível para o filho nascer sorrindo; é possível para a mãe parir sorrindo. Que assim seja!




domingo, 11 de novembro de 2012

Sobre saber crescer e deixar-se ser criança

 Vocês dizem:
- Cansa-nos ter de lidar com crianças.
Têm razão.
Vocês dizem ainda:
- Cansa-nos porque precisamos descer a seu nível de compreensão.
Descer, rebaixar-se, inclinar-se, ficar curvado.

Estão equivocados.
Não é isso que nos cansa, e sim, o fato de termos de nos elevar até alcançar o nível dos sentimentos das crianças.
Elevar-nos, subir, ficar na ponta dos pés, estender a mão.
Para não machucá-las.

(Janusz Korczak em "Quando eu voltar a ser criança")

 


Há umas duas semanas, a  Revista Época apresentou como matéria de capa o assunto "Filhos e Felicidade". Li a matéria e devo dizer que me choca um pouco o fato de, o que está escrito ali, como costuma acontecer na maioria das revistas semanais desse tipo, representar o senso comum, o pensamento da maioria. O que se pode ler na matéria e, infelizmente, o que se encontra por aí é uma visão da maternidade/paternidade como um fardo, uma missão pesada, difícil e que envolve muitas perdas e poucos ganhos.

Eu tenho sorte de estar rodeada de pais e mães que curtem pra caramba a tarefa de ter filhos, que gostam de ter os pequenos por perto, que são amorosos, empáticos e conscientes. No entanto, o que tenho observado quando converso com pessoas de fora desses círculos - na pracinha, em festinhas, na fila do super e onde mais o assunto "filhos" venha à baila - é geralmente o discurso de sempre, muitas vezes acompanhado de uma cara de enfado: "Dá trabalho, né?" Oh, God...

Não é que eu não concorde que, sim, ter filhos dá trabalho. Não é só isso: ter filhos te deixa mais cansado, com menos grana ou menos gás para lutar pela carreira, entre outras coisas. Acho que a citada matéria não está mentindo, não. Porém, ter um filho é das coisas mais lindas e grandiosas que se pode fazer na vida. E como diz o tio do Peter Parker, alterego de nosso Homem Aranha, "grandes poderes trazem grandes responsabilidades". O que acontece, a meu ver, é que as pessoas, muitas vezes, não têm uma visão realista do que signifique ter um filho. Vê-se por aí muita gente achando que ter filho é brincar de boneca e que, sim, é possível tocar a vida sem muitas mudanças depois da chegada deles.

Sendo assim, penso que o que está em questão aqui são dois tópicos que, por mais paradoxais que pareçam, vêm juntos quando se fala do peso e das dificuldades que envolvem a maternidade/paternidade para a maioria dos viventes: o adultocentrismo e a infantilização dos adultos. Me explico.

Por um lado, o mundo é adultocêntrico. Tudo é feito por nós e para nós. Já parou para observar um quarto de bebê, daqueles que a mãe decora e prepara com todo o amor e carinho para seu rebento que vai chegar? Geralmente são feitos pelos e para os adultos, que em seus sonhos dourados imaginam um bebê dormindo ali uma noite toda, grato por possuir um quartinho tão lindo... Na vida real, o bebê não dá a mínima para toda a parafernália de berços, almofadas,quadrinhos, móbiles... o que ele queria mesmo era dormir sentindo o cheiro e o calor de sua mãe.
Voltemos ao mesmo quarto esse, o dos sonhos. Com que frequência, os brinquedos estão ao alcance da criança? De quem é o quarto mesmo?
E pensemos nos restaurantes. Quantos estão preparados para receber crianças? Ou, perguntando melhor, qual a porcentagem de adultos está preparada para dividir espaços com crianças? Sim, pois existem alguns restaurantes (poucos) que oferecem a opção de deixar os pequenos em um "espaço kids" ou algo do gênero. Eu não sei se isso me agrada. Parece mais uma forma de dizer "fiquem quietinhos aí no cantinho de vocês; não atrapalhem os adultos". E isso se estende a cinemas, teatros, museus...Até mesmo programações
dedicadas às crianças parecem muitas vezes não estar preparadas para recebê-las (outro dia levei o Benjamin em uma dessas e tive vontade de chorar, tamanho era o despreparo dos monitores). Em resumo, o mundo é totalmente regido por nossa lógica e nossos esquemas mentais e as crianças vivem à mercê de tais esquemas. Nos falta humildade para tentar ver o mundo pelo ponto de vista delas (ganharíamos muito com isso!). Além disso, muitas vezes tenho a impressão de que as pessoas não levam em consideração as singularidades das crianças, não levam a sério seus sentimentos, preferências, suas fraquezas e tristezas. É
como se seus sofrimentos possuíssem um status inferior ao dos adultos. É só lembrar da clássica frase "não foi nada", a qual (achamos nós!) serve de consolo para dores físicas e emocionais de nossas crianças...

Por outro lado, está a questão da infantilização dos adultos. E aqui o buraco é beeeeem mais embaixo. Não somente se vê por aí muitas mulheres infantilizadas com fantasias irreais a respeito da maternidade, ocupando-se do mais lindo enxoval, mas deixando de lado os movimentos intensos e muitas vezes perigosos que ocorrem em seu íntimo com a chegada de um filho, mas também homens infantilizados, que não estão preparados para ficar em segundo plano na vida de suas amadas, para segurar as pontas e cuidar da mulher que cuida do bebê. E, gente, quando um filho chega, tudo na vida do casal se movimenta, tudo se desestabiliza um pouco para depois se reacomodar - ou não - dependendo do modo como os dois, em conjunto, trabalham as questões que aparecem. Não tenho condições de fazer uma análise muito aprofundada disso (leiam Laura Gutman, leiam Laura Gutman!), mas acredito que esse casal infantilizado é uma combinação bombástica e o prenúncio de uma experiência não muito feliz de paternidade/maternidade. Pois o bebê esse que chega desestabilizando tudo, bagunçando tudo, exigindo demais está a dois passos de se tornar um peso que este casal não estava preparado para suportar, fazendo com que, quase sem querer, sem perceber, dentro de alguns meses eles andem por aí reproduzindo o tal discurso de fila de super do qual falei acima, abraçando todas as ideias que surjam no mercado que facilitem a vida deles (vide treinamentos de sono, mamadeiras, bouncers e etcéteras...) e culpando o filho por não se darem mais beijo na boca. (Será que eles querem tanto assim se beijar? Pois quando a gente quer a gente dá um jeito, né?)

Eu não sei muito bem qual é a solução para esses casais ou para mudar tudo isso. Eu realmente gostaria de saber e gostaria de viver em um mundo onde a infância fosse mais respeitada, apreciada e levada em consideração. Mas o que posso fazer é falar de nossa experiência pessoal. O Abramo e eu estamos juntos há 14 anos. Felizmente, somos um casal apaixonado que hoje em dia adicionou a esta paixão dois bebês,um que já chegou e outro que vem chegando. E tudo isso é uma construção conjunta, que exige manter-se com o coração aberto e com toda a disposição a se conectar, de forma muito intensa e verdadeira com o outro. E o outro, aqui, pode ser a mulher, o homem, o bebê, os três juntos, dependendo do momento e da situação. Ter um filho e fazer disso uma experiência feliz implica, de antemão, conscientizar-se das mudanças e desafios que virão pela frente. Implica saber que nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, mas tudo bem. Se a gente se entregar à experiência, se a gente parar de brigar com o fato de que não mais dormiremos como antes ou sairemos à noite ou teremos intensa vida cultural, social, sexual, todo o processo pode ser levado com mais leveza. E não estou afirmando que se abre mão de tudo e que o casal não sai nem transa mais, não é isso. Mas as coisas ficam diferentes e isso é fato. E esse diferente pode ser bom, muito bom. A gente pode se reapaixonar pela pessoa que está ao nosso lado pois se apresenta para nós uma nova dimensão dela: a de pai ou de mãe. E esse processo pode ser algo encantador quando percebemos, por exemplo, que aquele cara que conquistou nosso coração há tempos atrás não só é divertido, beija bem e nos faz rir, como também é um pai e tanto, que sabe compreender nossas loucuras de puérpera, nos proteger e cuidar da cria melhor que ninguém. Esse tipo de readequação da vida de casal à vida de família é uma etapa importante para melhorar um pouco este cenário do qual falei e tornar a experiência de paternidade/maternidade mais prazerosa, gostosa e verdadeira. E assim, com o coração aberto e com expectativas mais realistas a respeito do que está por vir, estaremos também mais aptos a nos voltar mais e mais para nossas crianças, incluindo-as realmente em nossas vidas e valorizando-as, pois elas necessitam que estejamos dispostos a ouvi-las, compreendê-las e acreditar nelas para que elas também acreditem, e no futuro tudo seja diferente... e melhor.


P.S.: Para comprovar a minha tese de que tudo muda, eu quero contar que delineei este texto há duas semanas, quando a tal matéria foi publicada e eu a li. Mas só consegui sentar para escrever hoje... Isso por causa do Benjamin e do Gael? Siiiiiim! E não existe motivo melhor e mais nobre para adiar o que quer que seja, não acham?





sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Para refletir... e nunca esquecer




"Respire. Você será mãe por toda a vida.
Ensine as coisas importantes. As de verdade.
A pular poças de água, a observar os bichinhos, a dar beijos de borboleta e abraços bem fortes.
Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca. Pode ser que daqui a alguns anos, os abraços que você sinta falta sejam aqueles que você não deu.
Diga ao seu filho o quanto você o ama, sempre que pensar nisso.
Deixe ele imaginar. Imagine com ele.
As paredes podem ser pintadas de novo, as coisas quebram e são substituídas.
Os gritos da mamãe doem pra sempre.
Você pode lavar os pratos mais tarde. 

Enquanto você limpa, ele cresce.
Ele não precisa de tantos brinquedos. 

Trabalhe menos e ame mais.
E, acima de tudo, respire. Você será mãe por toda a vida. 

Ele só será criança uma vez."

(Anônimo)
Retirado da Comunidade Roda BEBEDUBEM, no Facebook

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Pequeno dicionário benjaminiano

Nosso Ben anda conversando bastante em "bebenês" e já possuímos um bom elenco de palavras/ tentativas de comunicar-se na língua dos adultos. Entramos em uma fase de profícua produção linguística e de intenso derretimento de mãe. Difícil aguentar esse pintinho super empolgado em conversar com a gente, né?

Aí vão alguns registros do léxico do Benjamin:

ABI - Foi a primeira palavra de nosso pequeno. (Saiu uns bãe/mãe aos 10 meses de idade, mas não pegou, para tristeza desta que vos escreve... snif, snif!) No início era usada para pedir para abrirmos a janela de manhã, quando acordávamos. No momento, tornou-se uma palavra multifuncional: serve para pedir para abrir alguma coisa, para acender a luz, para dar licença, para alcançar um brinquedo...

ABÔ - Boca

ABÓ - Bola

A-CA-BÔ - Quando termina a comida do prato ou quando ele acha que está na hora de terminar a refeição, estende as mãos e diz a-ca-bô. Variação: acabum!  Ver também cabum.

AGUM! - Quando alguém espirra perto dele, ele arremeda com agum!, então temos que dizer "Saúde!"

AÍ - Usada para sinalizar o que ele quer. Aponta para o objeto, brinquedo, comida e diz: !

AU-AU - É o que ele responde quando perguntamos como é que faz o cachorro e é também como se refere ao bichinho.

BEBÊ - Esta ele fala de um jeito muito meigo, coisa mais linda do mundo, bem suave e pausado: "be-bê". No início era somente se referindo a si mesmo. Agora ele também diz referindo-se ao maninho em minha barriga, já que sempre mostro para ele que tenho dois bebês, um fora e outro, por enquanto, dentro da barriga, e à imagens de bebês em geral.

BRUM-BRUM - O som dos carros ou os carros em si.

CABUM - Tudo que cai faz "cabuuuum!" Às vezes, não entendi bem com que lógica, a palavra se mistura com a-ca-bô, gerando o neologismo acabum.

COCÔ - Esta é nova. A gente pergunta: "Tem cocô?" E ele responde: co-cô.

MÃ-MÃ-MÃ -  Forma de chamar a mamãe. Usada somente em casos de tristeza e desespero. (Filhote, fica a dica: dizer ma-mãe não é tão difícil assim... Brincadeirinha!)

PAPÁ - Às vezes usado para se referir à comida, às vezes para chamar o papai.

POTÓ - É o que ele responde quando perguntamos como é que faz o cavalo e é também como se refere ao animal.

PUM - Quando ele solta um pum, dá um sorriso e avisa: pum! (Flor de educação! hahaha!)

TATE - A tate é aquela amiga que nunca pode faltar para nosso Ben, a teta. Ele vem se rindo todo e pede: a tateeee.

Um amor tudo isso, né? Essas foram as que me lembrei agora. Se me lembrar de mais, volto aqui e atualizo o post.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Nome escolhido!



Ontem batemos o martelo, como se diz por aí, a respeito do nome de nosso bebezuco. Não é uma tarefa fácil encontrar um nome que agrade pai e mãe, mas este nome estava entre os preferidos de nossa lista de possibilidades e não saía da minha cabeça desde que soube que meu filho é um menino.

O mais novo integrante de nossa família vai se chamar GAEL. Eu acho lindo! Estava um pouco em dúvida quanto ao significado, já que Benjamin significa "filho da felicidade" e eu queria um nome que também carregasse consigo uma cor tão positiva e linda. Pesquisei, pesquisei, pesquisei e em sites em inglês e em espanhol encontrei que Gael significa "alegre" e "homem generoso". Então nos decidimos!
Seja bem-vindo, nosso amado Gael! Estamos te esperando para te encher de amor, denguinhos e mimos!

sábado, 15 de setembro de 2012

Um baita susto e uma lição

Acho que nunca contei aqui que logo ao nascer tivemos um baita susto com o Benjamin. Ele sofreu uma contaminação por bactéria e foi diagnosticada uma meningite bacteriana. Foram dificílimos 14 dias na CTI neonatal fazendo tratamento com antibióticos. (Sempre fiquei com a dúvida: se tivesse tido parto em casa isso teria acontecido? E se a bactéria fosse minha e não do hospital e em um parto domiciliar a gente não percebesse o problema a tempo de fazer alguma coisa? Nunca saberei...) Mas, de qualquer forma, saímos dessa numa boa, ainda bem!
Depois disso, para compensar, nosso gurizinho sempre teve saúde de ferro, crescendo bem, mamando muito, se alimentando, se desenvolvendo... No rol dos problemas de saúde, somente uma roséola aos 10 meses e uma virose há umas duas semanas.

Então, na noite de quinta-feira tivemos o nosso segundo baita susto, o qual senti em gravidade e intensidade maior que o primeiro. Eu já estava deitada (a gravidez me deixa com muuuuito sono) e o Abramo estava na sala ninando o Benjamin, que estava um pouco amolado e febril, pois tinha feito vacina naquela manhã. De repente, acordo com o Abramo me chamando: "Aline, o Benjamin está tendo uma convulsão!" Gente, eu não sabia se rezava, se chorava, se pegava ele no colo... É uma cena que eu nunca mais gostaria de presenciar, sinceramente.
Nós dois, cada um com um terço de cérebro funcionando, enquanto a crise acontecia, conseguimos nos vestir, chamar um táxi, ligar para a pediatra, separar carteirinhas do convênio e umas fraldas e coisas do Ben e sair correndo em direção ao hospital mais próximo. A noite de quinta para sexta entrou para o top 10 das piores noites de nossas vidas, com certeza. Procedimentos, exames, seringas, médicos e enfermeiros... Da parte do Benjamin, muito incômodo, medo, choro. Da nossa parte, muito medo, cansaço, insegurança, choro também. Felizmente, os exames que fizeram nele deram todos bons. Tivemos que permanecer com ele internado até a manhã deste sábado somente por questão de precaução, pois os médicos queriam mantê-lo sob observação caso tivesse uma outra crise (o que não aconteceu, felizmente).
Agora estamos em nossa casa, e ele passou o dia bem. Brincou, comeu. Parece estar muito cansado, é claro, pois não foi nada fácil para ele. As costas estão doloridas devido a uma punção feita na base da coluna em um exame que serve para descartar meningite, e o pezinho no local onde colocaram o acesso  para soro e medicamentos também está incomodando. Por que ocorreu a convulsão? Tudo indica que foi uma reação à vacina que ele tomou, a DTP, contra tétano, difteria e coqueluche. (Parece que problemas com essa vacina são mais comuns do que se imagina...) De qualquer forma, já passou. Passamos por esta, juntos e guerreiros.
E a lição? É simples. Na real, é algo que a gente está careca de saber, mas que no dia a dia acaba se perdendo: NADA  é mais importante que as pessoas que amamos, nada mesmo. As últimas semanas estavam sendo difíceis para mim: estava triste, abatida, decepcionada, pois andei levando uma rasteira daquelas da vida... Esse episódio com o Ben - triste, sofrido, pesado - me fez redimensionar as coisas. Toda a dor, a decepção, o sentimento de injustiça, o desconforto que eu estava sentindo perderam a importância. O que importa de verdade está aqui comigo, bem perto e bem junto: Meus filhotes e meu amado. Minha família. Meus amigos verdadeiros. O resto? O que eu perder, eu recupero. O que machucar, eu curo. O que é para ir, que se vá. É ou não é?


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Guri ou guria?

Chegamos às 21 semanas de gestação. A barriga já está bem visível e está tudo indo muito bem.
Ontem fizemos um ultrassom e, é claro, foi emocionante ver nosso filhote - os pezinhos, as mãozinhas, a coluna, a cabeça, todo o corpinho... Uma lindeza!


Mas o que tá todo mundo louco para saber é se é menino ou menina, né?
O Benjamin e eu viemos aqui para contar para vocês.









Tentativas de fazer o Ben me ajudar com o cartaz. Essa sessão de fotos rendeu muitas risadas!
É isso aí, pessoas! Continuarei soberana no meu castelo, cercada por meus meninos.
Seja muito bem-vindo, nosso molequinho! Te amamos muito!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mini-post sobre AMAmentação


De 1º a 7 de agosto acontece a Semana Mundial de Aleitamento Materno. Mesmo não tendo conseguido escrever o post que queria, vim aqui deixar um recadinho sobre nossa experiência de amamentação.

Começamos com a super-livre demanda. Era a toda hora, em todo lugar, onde ele quisesse. Andando na rua, dormindo, no supermercado, no banco da praça, na hora do almoço... Livre demanda na veia, ultra-high-power. Livre demanda também de amor, de calor, de colo e de cheiro de mãe.Depois veio a livre demanda light com introdução dos alimentos sólidos, introdução que veio devagarinho, pois Benjamin estava mais era interessado na teta, mesmo. Contudo, com o passar do tempo, começou a curtir cada vez mais a hora de comer (e come muito bem e alimentos variados, o que, dizem alguns, é uma das vantagens da criança que mama no peito; mas disso falo outra hora). Mas sempre buscando uma teta nos intervalos para se energizar... Às vezes, é só um golinho, só pra "molhar o bico", como se diz por aí. :-)
E assim seguiremos nesse momento gostoso e só nosso, enquanto desejarmos. É bom lembrar que atualmente vivenciamos uma fase diferente, a lactogestação ou gestolactação. Para mim, trata-se de instante mágico em que imagino um início do vínculo entre meus dois filhos, como se um fio invisível os unisse, pois meu corpo, ao mesmo tempo, nutre de amor e alimento ambos os bebês, o do ventre e o do colo.
Amo muito tudo isso!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Doula (em construção)

Todas emissoras de ocitocina, o hormônio do amor.


Dos dias 13 a 16 de julho eu vivenciei meu segundo renascimento.
O primeiro ocorreu no dia 21 de maio de 2011, quando nasceu Benjamin, e junto a ele eu renasci em uma nova versão de mim mesma: mais feminina, mais generosa, mais empoderada. O segundo, mais recente, se deu no Curso de Capacitação de Doulas, promovido pela ANDO (Associação Nacional de Doulas). Foram dias muito intensos: muito aprendizado, trocas, calor humano, conhecimento, sacudidelas... Neste curso conheci mulheres maravilhosas, idealistas, sonhadoras, que não desistiram de mudar o mundo, de lutar, mas sem perder a ternura. Neste curso tive a honra de conviver com grandes pessoas: Lucía Caldeyro, doula há mais de 30 anos, pessoa transbordante de luz e amor; Neusa Jones, enfermeira obstétrica, um encanto de mulher, muito doce, tranquila e paciente; Ricardo Jones, médico obstetra, ginecologista e homeopata, homem brilhante e um grande pensador da área da Humanização do Nascimento, sem esquecer de Maria José Goulart, a  Doula Zezé, que, com muita dedicação, organizou e "doulou" o curso inteiro.
Desde o dia 16 de julho, quando essas mais de 30 lindas mulheres receberam das mãos de Zeza Jones suas "pedrinhas preciosas" acompanhadas da frase "Está sensibilizada para ser uma doula" que eu venho sentindo a mais profunda gratidão por ter estado ali, pelo Universo ter me proporcionado tamanho presente. Sinto também, cada dia mais forte, a certeza de que - ampliando o que diz Michel Odent - para mudar o mundo temos que mudar a forma de gestar, de nascer e de maternar. E nós, doulas, podemos atuar em todas estas frentes: na gestação, no parto e no pós-parto. Sendo assim, meninas do Curso de Capacitação de Doulas de Porto Alegre/2012, minhas companheiras, irmãs de alma e de ideais, fica o recado: nós temos muito trabalho a realizar!
Eu, pessoalmente, sinto que começarei bem devagar, devido a meu momento de maternidade full-time, tendo um bebê em casa e na espera do segundo e desejando estar muito presente nesta fase de meus filhotes. Por ora, posso dizer que o curso ampliou meus horizontes, me fez reconstruir minha história de parto, refletir mais sobre ela e me encheu de vontade de fazer várias coisas de forma diferente no nascimento do bebê que estou gestando. Ademais, com toda a rica informação que recebemos, não podemos nos furtar à responsabilidade de nos tornarmos ativistas pela Humanização do Nascimento. Mas ando devagar porque já tive pressa, como diz a canção. Desde que meu Ben nasceu tenho aprendido a vivenciar um tempo fora do tempo, que é o tempo do maternar. Desde então trilho um caminho completamente novo, piso sobre um terreno desconhecido, mas que até agora tem se revelado totalmente florido e iluminado. Este curso para mim foi como encontrar no meio desse caminho uma placa bem grande, escrita em letras garrafais: VOCÊ ESTÁ NO CAMINHO CERTO. CONTINUE SEGUINDO POR AQUI. E é o que farei, certamente.

Trilhando um caminho florido e iluminado.





Por último, mas não menos importante, não posso deixar de agradecer à minha doula, Fabi Panassol, por ter plantado esta sementinha em meu coração e me ajudado a sentir na pele e na alma a importância da presença da doula no momento do trabalho de parto. Gratidão!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Notícias de meus filhotes





Pra que serve um blog, se a gente fica quase 1 mês sem escrever? Pois é, ando super relapsa ultimamente. Os dias têm passado super rápido, o Benjamin tem exigido bastante minha atenção e cadê tempo para sentar e escrever?
De qualquer forma, vou tentar compensar a ausência com alguns drops sobre as novidades...

A gravidez
Desde que soube que estava grávida pela segunda vez, já vivi vários e sentimentos diferentes. Primeiro foi a euforia pelo segundo "positivo"; em seguida senti um pouco de tristeza,uma melancolia, pois o Ben, tão pitoquinho, ainda precisando tanto de mim, teria que me dividir com outro alguém; foi um sentimento estranho, como se algo fosse nos separar, se interpor entre nós; depois senti medo de não dar conta de dois bebês; teve a fase de me sentir mal por não estar dando a devida atenção ao novo bebê, uma vez que Benjamin preenche meu dia em tempo integral e culpa por sentir todas essas coisas. Ai, ai... Foi uma fase bem difícil, fiquei bem voltada "para dentro" mesmo.
De repente, aconteceu a grande reviravolta. Não sei explicar muito bem como ela ocorreu, mas o fato é que resolvi me comunicar com meus bebês, ouvi-los, ouvir a mim mesma e tudo foi ficando melhor e melhor.
Da parte do Benjamin, o que ele me diz é: "Mãe, eu preciso de você, sim, então fica comigo inteira, não fica pensando muito no depois, continua me dando tudo o que eu preciso e lembra que estou crescendo a cada dia. Quando meu irmão nascer, eu já serei bem maior, ainda serei bebê, ok, mas se você não fizer drama, também não vou fazer."
Da parte de meu Bebezuco, o recado é: "Mãe, pega leve com você. Eu sei que não dá para me dar a mesma atenção que você deu para meu irmão, pois as circunstâncias agora são diferentes. Tire um tempinho só para nós, mas não se culpe muito. Escolhi vir agora porque sei que você e papai vão dar conta de tudo. Eu que não sou bobo de querer vir pra gente que não vai cuidar bem de mim. Se você não fizer drama, também não vou fazer."

Com tudo isso, leveza tem sido a palavra de ordem, "carpe diem" tem sido meu lema. Se na gravidez do Ben eu estava muito voltada para o espiritual, para a introspecção, para a meditação, para o etéreo, agora estou muito voltada para o que é terreno, para os prazeres da vida, para a rua, o sol, as sensações. Uma coisa muito estranha que tem me acontecido e que serve bem para ilustrar essa minha fase é o que tenho denominado "siricutico carnívoro": começou com um pedaço de salame, depois veio o patê de carne, emendei com um cachorro quente, encarei uma feijoada, saboreei um arroz com galinha e agora saiam da minha frente, pois estou comendo de tu-do! Pode não parecer nada demais até eu contar pra vocês que sou (fui?) vegetariana por quase 5 anos. Entenderam? Eu sei que é estranho à beça, mas senti muita vontade de comer essas coisas e resolvi ceder a meus desejos. Por algum motivo que não sei explicar sinto que estava precisando disso. Tenho comido de tudo, provado de tudo, redescoberto sabores... Decidi que não vou me sentir culpada, vou curtir esta fase hedonista e aproveitar cada momento pois a vida tá me chamando lá fora e aqui dentro também. Pois é, me convidem para um churrasco que eu vou!


Lactogestação



Amamentar em tandem: juntos chegaremos lá!
As pessoa pira quando vêem que estou amamentando o Benjamin grávida, pois corre por aí uma ideia de que grávida não pode amamentar, pois isso faria mal para o bebezão, para o bebezinho e para a mãe, no melhor cenário catástrófico. Eu nunca tinha vinculado uma nova gravidez ao desmame de Benjamin, então, quando comecei a ouvir muito a frase "agora vai ter que desmamar o maior", eu fui pesquisar um pouco sobre o assunto para ver se o quanto isso tinha de verdade e se estava colocando meus filhos em risco.
Como eu imaginava, não precisa desmamar ninguém, não. Perguntei até para minha amiga Rosane Baldissera, consultora de amamentação e todas as informações que tive eram favoráveis a continuar com a amamentação sem perigo de prejuízo a nenhum dos seres humanos envolvidos. A amamentação só é desaconselhada em caso de gravidez de risco. O leite pode mudar um pouco de gosto, mas não faz mal para o bebezão. Amamentar o grandão só fará mal para o bebezinho se a mãe não se alimentar direito, se faltarem nutrientes, o que não tem sido o meu caso. Vide hemogramas da mamãe ótimos e bebezuco crescendo bem e saudável no ventre materno. E a relação Ben-teta anda muito bem, obrigada! O gosto do leite não mudou ainda e ele anda bem fissurado pelo mamá. Os únicos contratempos com os quais eu não contava são a diminuição da produção de leite e a sensibilidade dos mamilos, que às vezes doem enquanto ele mama. A primeira estou driblando com homeopatia, muita água, litros de Chá da Mamãe e alimentação reforçada e balanceada; a segunda, com muita paciência e conversando com ele para largar um pouquinho quando dói. Não é sempre que acontece e está melhorando, acho que era coisa do início da gravidez.





Benjamin
Benjamin, fofo que só ele!
Ben está uma figuraça! PhD em Fofura com especialização em Derretimento de mãe.
Ele olha para o Abramo e fala "pa-pai". Teve uma fase em que ele dizia "bãããe", mas agora tô enciumada, só quer saber de "papai".De manhã, lá pelas 7h, acorda com um sorrisão, um bom humor daqueles, aponta para a janela e diz "abi" pra gente abrir logo pois é hora de acordar. Pega sujeira do chão, diz "cacaca" e coloca na boca (é, o comando não foi ensinado de modo eficiente...). Sabe reconhecer um monte de coisas, o cachorro, o gato, o avião, a casa...Dança e conversa o tempo todo. Posa pra foto. Dá muito beijo na gente. Cheira o pé e faz carinha de nojo, pois tá com "chuléps". Aprendeu a brincar de se esconder atrás da fralda ou de um pedaço de tecido qualquer. Come muito bem, muitas frutas, verduras, legumes, feijão, arroz... Não nega nunca um cítrico e já pede alface e rúcula na hora do almoço. A gente fala em comer e ele diz "papá!". Termina de mamar, olha para a teta e diz "tê" ou "tetete". Adora ir na pracinha, brincar na areia, engatinhar por aí, inclusive na grama, passear... Olha para minha barriga, eu digo que tem um bebê ali, ele olha meio intrigado... às vezes dá um beijo, às vezes passa a mão ou coloca o dedo no meu umbigo. Lindo, lindo, lindo!


Bebezuco
Perfil mais lindo do mundo!
Já temos umas imagens dele, coisa mais querida. No dia da eco tinha 5,3 cm da cabecinha ao bumbum. Sei que a gente não deve banalizar o ultrassom, mas é bacana ver nosso bebezinho mexendo, ouvir o coração, visualizar o perfil, as mãozinhas,as perninhas... Nesse exame já conseguimos perceber diferenças entre ele/ela e o mano mais velho. O Ben nesta ecografia das 12 semanas estava bem quietinho, deitadinho, passava a mãozinha no rosto e era isso, bem tranquilo (como ainda é)... Nosso bebezinho, não! Parecia uma pipoquinha, ia de um lado para outro, quando a gente achava que a cabeça estava virada para o lado esquerdo, já estava do direito. Cada filhote é diferente, né? E isso traz mais emoção a essa coisa tão louca que é a maternidade!



domingo, 8 de julho de 2012

Laura Gutman no Brasil - Eu vou!

Pela primeira vez no Brasil, Laura Gutman estará em Florianópolis dia 01/09 e em São Paulo dia 02/09 para o seminário "O poder do discurso materno".
É autora de livros como "A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra", "Crianza, violencias invisibles y adicciones" e "La revolución de las madres", que exploram o universo da maternidade, os vínculos familiares e as dinâmicas violentas aos quais os seres humanos estão submetidos.
Desde 1996, formou mais de 300 educadores, médicos e profissionais em geral, objetivando construir uma nova visão acerca do problema da violência social e oferecer ferramentas concretas para assumir, com maios consciência, o trabalho que compete a cada um de nós na criação de um mundo menos violento e mais humano.
O seminário terá duração de 4 horas e é dirigido a mães, pais, professores, educadores, psicólogos, psicopedagogos, assistentes sociais, profissionais da saúde, profissionais das ciências humanas e todos aqueles que desejam contribuir para um mundo mais amável.
Mais informações em www.lauragutmannobrasil.blogspot.com.






segunda-feira, 18 de junho de 2012

Um movimento de Fé na Vida







Ontem foi a Marcha do Parto em Casa aqui em Porto Alegre, e, como eu já tinha dito, aqui em casa nós marchamos pelo direito de escolha de cada mulher e pela humanização do parto. Nosso filho nasceu no hospital, em um lindo parto humanizado, e nosso sonho é que isso não seja a exceção, mas  a regra. Nosso sonho é que o nascer seja sempre uma experiência linda, para mães, pais e bebês. Nosso sonho é que as mulheres conquistem o direito de escolher onde, como e em que companhia desejam dar à luz seus filhos.
E ontem a Marcha renovou nossas esperanças de realização desse sonho. Pois, como já dizia o filosofo Raulzito:
Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade


Preparativos...

As faixas da Luz Materna.




Minha doula Fabi Panassol e eu.
Benjamin, slingado pelo papai, levando a Marcha super a sério...
...e cansado de fazer ativismo.
DSC_7955 Ó nós ali nas fotos da Flor do Sul.


Tudo lindo! (Não sei de quem é a foto. Se você sabe, mande uma mensagem, please!)
E aqui um vídeo bem bacana realizado pelo Dr. Ricardo Herbert Jones, médico obstetra, aqui de Porto Alegre, uma das maiores autoridades brasileiras no tema da Humanização do Parto.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Marcha do Parto em Casa: Nós vamos!



 
Bom, gente, só para resumir, já que muita gente já falou disso: no último domingo, o Fantástico exibiu uma matéria bem bacana sobre parto domiciliar. Nela, o Dr. Jorge Kuhn, um dos ícones da Humanização do Parto no Brasil, aparece defendendo o parto domiciliar e dizendo algo que não devia ser novidade para ninguém, mas que, infelizmente, muitos obstetras ainda parecem ignorar: o parto é um evento fisiológico, natural, não um procedimento cirúrgico. Dessa forma, estando tudo bem com mulher e bebê, o que acontece na grande maioria das vezes, um parto domiciliar pode ser uma ótima escolha. Ele não disse nada demais, não é? Mas foi o que bastou para que sofresse uma represália por parte do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro e fosse denunciado, o que é muito grave.
Em repúdio a essa decisão do Conselho de punir profissionais humanizados, que defendem que o parto é da mulher, e não do médico, e que deve acontecer onde e com quem ela escolher, é que vai acontecer neste final de semana, em várias cidades do Brasil, incluindo nossa Porto Alegre, A Marcha do Parto em Casa.
Nós, aqui de casa, vamos participar. Não tive parto domiciliar. Tive um lindo, maravilhoso e humanizado parto hospitalar. E foi tudo do jeito que eu quis, com a presença de quem eu quis, na posição que eu escolhi. E eu penso que esta é a questão aqui: o protagonismo da mulher e seu direito de escolha. E a informação de que, SIM, nós podemos, meninas!
Então, bora lá marchar no domingo, com muita atitude e energia positiva!

Marcha do Parto em Casa em Porto Alegre
Local: Parque Farroupilha (Redenção), Concentração no Monumento ao Expedicionário
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15h
Contato: Maria José Goulart (51) 9123-6136

E para assinar a Carta Aberta em repúdio à punição do Dr. Jorge Kuhn, clique aqui.

domingo, 3 de junho de 2012

Em breve: Maternando dois




Querid@s, tenho uma novidade linda, maravilhosa, beleza pura: estou grávida! Estamos muito felizes, pois queríamos que o Benjamin tivesse um irmão (é tudo de bom ter irmãos, né?) e desejávamos que a diferença de idade entre os dois não fosse muito grande. Então, fechou todas, como se diz por aí... rsrsrs!
Por aqui, muito sono, enjoos, cansaço normal de início de gravidez, mas tudo sob controle. Rola um frio na barriga, é verdade, mas, ao mesmo tempo, temos a certeza de que será tudo maravilhoso! Agora é mergulhar de cabeça nesta nova aventura, já com um pouco de prática, com mais confiança e tranquilidade, mas não com menos emoção! (Que texto mais cheio de exclamações, né? É a felicidade! :-D)
Na semana passada já ouvimos o coraçãozinho de nosso bebezuco, coisa mais querida. Tivemos problemas técnicos com a gravação da ecografia, então não tem nenhuma imagem legível para apresentar para vocês, mas dá para adiantar que ele/ela ainda está na fase "feijãozinho size", bem no comecinho.
Assim, preparem-se: maternidade na veia aqui no blog! (Como se até agora não fosse, né?) Em breve, falaremos muito de gestação, vida de mãe de dois, lactogestação, amamentação em tandem (juntos chegaremos lá!) e outros desafios/delícias da maternagem full-time. Acompanhem!


terça-feira, 29 de maio de 2012

Festinha do Ben: alguns cliques

Olá, gente!


 Andei meio sumida pois estava organizando uma festinha de aniversário para o filhote. Foi algo bem simples, somente para a família e alguns amigos mais íntimos, mas, com a ajuda do papai, das dindas e das avós (a biológica, minha mãe, e as de coração, Rosângela e Terezinha), a gente organizou uma festa bem bonita! O tema da festa foi o coelhinho Peter, criação de Beatrix Potter, algo tão fofo e delicado quanto nosso Benjamin. Aí vão algumas fotinhos.


Não teve bolo. Teve bolinho!

Mesa de frutas. Detalhe para as cestas de cítricos nas laterais, colhidas naquela manhã pela dinda Fê.   


Papinha feita pela mamãe, servida em vidrinhos enfeitados pela vovó.
Frutas!

Salgadinhos.
Espantalho na hortinha de alecrim. As mudinhas eram também lembrancinhas.


Os coelhinhos de pelúcia eram todos da mamãe e do titio. Na cestinha, coelhinhos de tecido feitos pela Tere, com camomila e erva doce dentro.
Varal de fotinhos.
Os presentes foram colocados dentro desta banheira linda, que era do papai e que o Ben ainda usa.
A equipe organizadora da festa.



Nosso guri de 1 ano. Lindo!

Parabéns, Benjamin! Te amamos!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Criação com apego: eu pratico e defendo!




Achei muito legal a proposta da Cientista que virou mãe de fazer uma blogagem coletiva sobre a Criação com apego (Attachment parenting). Desde que a capa da Time foi divulgada, muito se tem falado sobre o assunto. Pipocam matérias, entrevistas e comentários nas redes sociais.
Infelizmente, nada do que li se afasta muito do senso comum e de visões bastante preconceituosas. É como se a criação com apego fosse uma invenção estranha de gente esquisita...
Bem, aqui em casa é essa a forma que escolhemos para criar nosso filho. (É verdade que somos um tanto esquisitos...:-D) Benjamin sempre teve colo à vontade, é amamentado em livre demanda, dorme conosco e sempre é atendido com muita sensibilidade e carinho. Dei um tempo na vida profisional e me dedico a ele em tempo integral. Meu marido sai do trabalho e vem correndo para casa para poder também ficar com ele, cuidar, alimentar, brincar... Para nós é um grande prazer mater-paternar nosso bebê. Praticamos criação com apego não por ser uma teoria bacana ou para nosso filho se desenvolver melhor. Praticamos criação com apego porque não saberíamos fazer de outra maneira. Penso que a base da teoria engloba o que mais se aproxima do que é instintivo e intrínseco à nossa natureza mamífera. Então é fácil! (Ou pelos menos deveria ser...) Além do quê, para nós não é nenhum drama colocar as necessidades de nosso filho em primeiro lugar, buscando sempre ter empatia por essa pequena pessoinha que veio nos colorir ainda mais a vida. Na verdade, nos parece a coisa lógica a fazer, uma vez que o bebê é a pessoa na família que está em formação e que possui mais urgência de ser atendida.
E para praticar a criação com apego, não existe mistério nem segredo: é só seguir o coração e ouvir o que nos diz nosso filho que tudo flui, em um fluxo constante de amor. É fato que às vezes a gente cansa, falta um pouco de energia, fica-se um pouco assim-assim... Mas basta olhar para o rosto de nosso pequeno - sorrindo, tranquilo, seguro, terno, carinhoso (ele dá beijo até na comida enquanto come) - para se reenergizar, com a certeza de se estar fazendo a coisa certa para nós, a que mais respeita e ele e a nós mesmos.
Aqui em casa é assim: é na base do beijo, do colo, do afago, do respeito e do carinho. Eu acho que criar com apego é simples, pois basta ouvir a nós mesmos e a nossa cria. Além disso, criar com apego é curativo pois pode-se ressignificar nossa própria infância e nossas próprias carências dando a nosso filho aquilo que não tivemos. Criar com apego é tudo de bom. Basta se permitir. E correr para muiiitos abraços!









A partir do momento em que chegamos ao mundo e desde os noves meses anteriores, temos uma necessidade: apego.
Mas, como bebês, não sabemos que apego pode significar outra coisa para nossos pais, dependendo de suas próprias histórias de criação.
Talvez os pais deles fossem desdenhosos...
Indisponíveis...
Avessos a emoções...
"Não chore!"
"Nesta casa não sentimos raiva"
"Não falamos sobre nossos sentimentos"
"Não seja bobo"
"Tá bom, filhinha, tá bom"
"Agora eu não tenho tempo".
Talvez fossem imprevisíveis:
Calorosos e frios,
Aceitando e rejeitando.
Talvez alguém que eles amassem fosse assustador, alguém em quem eles não podiam confiar...
E, então, aprenderam a se afastar da pessoa de quem mais precisavam.
Aprenderam a fechar seu próprio coração.
Mas então você nasceu...
E todo o amor que eles tinham em seus corações estava lá... pra você...
Porque te amavam com todo coração... mas também com suas histórias de infância.
Eles não eram perfeitos...
E, agora, você pensa que deve levar adiante essa mesma história... Agora como pai, para seu próprio filho.
"Eu não queria ter dito isso"
"Sinto que estou estragando tudo"
"Eu não quero que meu filho se sinta afastado"
"Eu me sinto tão falho..."
"Não desejo toda essa culpa"
"Sinto que não mereço ser sua mãe"
Conheça sua própria história.
Você não precisa ser perfeito.
São justamente nossas conexões, desconexões e religações que ajudarão a criar resiliência em nossos filhos e curarão nossos próprios corações.
É assim que você dará sentido à sua própria história...
Não é o que aconteceu no seu passado que será o melhor para seu filho.
A criação com apego não é um estilo.
Não é uma forma de cuidado parental.
Não é uma fórmula, nem uma garantia.
É a biologia do amor, um conceito mental, o coração do relacionamento.
É a bússola que nos diz quando estamos perdidos...
E que nos traz de volta para casa.
Mesmo muito tempo depois de nossos pais terem nos deixado ir.
A criação com apego nos faz crescer.
E nos cura.
(Tradução do vídeo: Ligia Moreiras Sena)


Saiba mais:

Attachment Parenting International
O que é Criação com Apego
A criação com apego e a neurociência






segunda-feira, 21 de maio de 2012

Benjamin: 1 ano!

Ter filhos é um tratado sobre o tempo. Por um lado, parece que ele voa, pois um ano passa num flash. Por outro, parece que ele se alarga, pois um ano é tão intensamente preenchido que parece que faz muito mais tempo que este serzinho incrível faz parte de nossa vida. É uma maravilha, é uma loucura, é uma paixão. É ternura pura, é pouco sono, é muita alegria, é coração transbordante de amor.
Benjamin, meu querido, gratidão por esse ano, por esse nosso primeiro lindo ano.
Por mais que eu busque, não consigo encontrar palavras que traduzam a maravilha que tornaste a minha vida.
Te amo demais, filhote!

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sábado, 12 de maio de 2012

Mais mãe, menos mãe, mãe o suficiente







Sei que está todo mundo falando sobre esta capa (só a capa, a gente nem tem acesso à matéria, né?), mas pessoalmente ainda estou digerindo, tem muita coisa a dizer sobre isso, nem sei por onde começar... 


Well... Mesmo assim, aqui vão alguns drops de reflexão... Penso que, sim, eles querem criar polêmica, sobretudo se pensarmos que esta é uma revista estadunidense, país no qual a amamentação é tabu, em que aproximadamente 80% dos bebês são desmamados antes do primeiro aniversário. No entanto, ainda que o viés da matéria me pareça negativo (Você acredita em jornalismo imparcial? Eu não.), já que se utilizam termos como "extremos" e "guru" (para se referir ao Dr. Sears), considero este debate muito positivo.
A pergunta "Você é mãe o suficiente?" coloca as mães que como eu são partidárias do attachment parenting (ou, em português, criação com apego) em uma posição desconfortável, pois faz parecer que somos radicais, agressivas e que estamos disputando com as mães mais "tradicionais" para ver quem é a melhor. Por outro lado, essa discussão me fez pensar que seja possível, sim, que, com o passar do tempo, a gente se torne mesmo meio radical, fique na defensiva, pois essa forma de maternagem não é um caminho fácil. Vivemos na cultura do bebê sozinho no berço, dos métodos de adestramento de sono, de mães que saem da maternidade com uma receita de fórmula embaixo do braço... Não acho que essas mães sejam menos ou mais mães do que eu; cada uma com suas verdades, cada uma com suas escolhas... 
Mas é fato que é preciso ter coragem para trilhar este caminho, é preciso bancar nossas escolhas e peitar muitos preconceitos, deixando de lado todo um pacote de paradigmas da maternidade que nos vendem desde sempre.
Jamie Lynne Grumet, a mulher que aparece na capa da revista amamentando seu filho de 3 anos, correu o risco e peitou o mundo para trazer à baila este debate.
O que vocês acharam? Quais foram os sentimentos que esta capa despertou em vocês?

terça-feira, 1 de maio de 2012

Reflexões de uma noite sem sono

 Nas últimas semanas, temos dormido mal aqui em casa. Na madrugada, muitas vezes, Benjamin resmunga, chora, pega e solta a teta... Um dia desses acordou e tivemos que ficar brincando com ele da uma às quatro da madruga. (Mamãe com olheiras: a gente vê por aqui.)
E nessas horas nós, adultos, rapidamente encontramos explicações para o problema: "esta criança está indo dormir com fome", "isso é culpa da cama compartilhada, que está atrapalhando o sono dele", "teu leite é fraco, dá uma mamadeira de leite de vaca que ele dorme a noite inteira", "é calor", "é frio", e por aí vai.
Então, em uma dessas noites difíceis, vendo o semblante de sofrimento de meu pequeno ao acender a luz do abajur, tive um insight: ele pode muito bem estar angustiado, preocupado com alguma coisa, passando por uma fase difícil de sua ainda tão curta vida.
Mas como assim? Angustiado com o quê? Preocupado com o quê? Quer vida melhor e mais fácil que vida de bebê? Não tem que pagar conta, lavar louça, nem ligar para o SAC das Americanas... Mó moleza!

Eles também se angustiam?
Será mesmo? Visualize o que é crescer. Não dá para lembrar como foi com você, então faça um exercício de imaginação. Coloque-se por um instante na pele de um bebê. Isso significa crescer e crescer a cada dia. Significa ter seu cérebro trabalhando SEMPRE a mil para adquirir novas habilidades. E ter que lidar com tudo isso e se readequar o tempo todo. Significa, aos poucos, ir percebendo que sua base (= mãe) não faz parte de você. Ela pode sumir às vezes. Você depende dela. E se ela resolve sumir para sempre?
E seu corpo aumenta, aumenta e aumenta. Os braços, as pernas, a cabeça. Ontem você cabia aqui, hoje não mais. E você quer muito se mover, mas isso acontece de forma lenta e gradual. E se você for muito longe e perder sua mãe de vista? Xiii... Será que não é melhor continuar sendo um bebezinho? E você quer mamar, pois ainda está na fase oral; já está desenvolvendo outros meios de se comunicar com a mamãe, mas o mamá ainda é uma forma. Porém já tem gente dizendo por aí que você está muito grande e que é hora de ir tirando a teta de você. Como assim? A teta não é sua?
Não bastando tudo isso, sua mãe anda meio impaciente nos últimos tempos. Ela reclama que está cansada e você percebe que a coisa é com você, pois ela anda meio escorregadia... Na primeira oportunidade, ela larga você no colo de outra pessoa e sai para dar uma volta. Parece que quer se livrar de você. Então você se sente inseguro, né? Chora e gruda no pescoço dela. Ela, em vez de ficar feliz por ser tão amada e necessária, fica irritadiça e meio de má vontade. E por aí vai...
Visualizou? Achou tenso? Eu achei!

É bom explicar que isso é só um insight de mãe, em um momento de profunda empatia com sua cria. Não sei se existem estudos, teorias, ensaios sobre isso. Posso estar falando a maior bobagem do mundo, posso sim. Mas foi esta a impressão que eu tive naquela noite insone: a de que esses pequenos coraçõezinhos podem ser afligidos por muito mais sentimentos do que é capaz de imaginar nossa vã filosofia.

sábado, 21 de abril de 2012

Benjamin: 11 meses

11 meses de carinho. 11 meses de trocas. 11 meses de descobertas. 11 meses de alegrias. 11 meses de fofura. 11 meses de aprendizado. 11 meses de acalantos. 11 meses de afeto. 11 meses de denguinhos. 11 meses de cosquinhas. 11 meses de bons dias. 11 meses de mamá. 11 meses de amor. 11 meses de papai. 11 meses de mamãe. 11 meses de Benjamin. 11 meses de nós três.
Parabéns, filhote! Parabéns, nossa família!




E agora, com vocês, as músicas do momento aqui em casa.

Esta é para dormir. O papai que descobriu. Não falha nunca.

                                                      
E esta é pra fazer bagunça. Ele canta "AA", eu respondo "UU". E ele dá risada. E adora ver o clipe. Pode?



   

E, só de folia, aí vai um vídeo do Benjamin. Para todo mundo morrer de fofice...



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domingo, 8 de abril de 2012

Ressignificando as Festas, ressignificando a Vida


Ovinhos pintados para o Ben.
Já tive sentimentos muito diferentes em relação às datas comemorativas. Quando criança, o sentimento era amor. Eram dias especiais, dias de presentes, de roupas novas, de comidas gostosas. Era dia de ir na casa da avó, dia de brincar com os primos. Depois, na adolescência, o sentimento era ódio. Eu era uma adolescente rebelde (redundância?), meio anarquista, totalmente contra o capitalismo e os valores da burguesia (oi?). Coelhinho da Páscoa, ovinhos? Eu comia escondida, em casa, mas não gostava nada nada daquilo...
Na vida adulta, a adolescente revoltada deu lugar a uma adulta ainda rebelde, mas sem ódio no coração. :-D Assim, o ódio transformou-se em indiferença. "Ah! É Natal, é? "Boa Páscoa pra vocês também." Tá bom, não era somente indiferença. Eu sentia nojo também. Nojo do consumismo, nojo do frenesi que toma conta das pessoas, das filas, das propagandas, de ver gente gastando o que não tinha para comprar presentes, simplesmente porque alguém disse (os publicitários) que aquela era uma data especial.É ruim, hein!

 Até que me tornei MÃE. Então a criança, a adolescente e a adulta começaram a se comunicar, a confabular e a promover dentro de mim uma estranha síntese. Bateu uma necessidade muito grande de não deixar as datas passarem em branco, pois elas me faziam muito feliz quando criança e não quero negar isso a meu filho. Mas a rebeldia da adolescente e a consciência da adulta não me permitiam ceder ao consumismo tão contrário aos valores que defendo e que quero ensinar a meu filhote. E foi então que o diálogo interno entre as três Eu de antigamente promoveu uma grande mudança em mim. E eu percebi que o bacana é fazer as nossas datas, do nosso jeito, com a nossa cara. E eu me lembrei de minha infância e do modo "faça você mesma" de minha mãe, que fazia meus presentes, meus chocolates, meus cestinhos de Páscoa, minhas roupas... E tudo aquilo adquiriu para mim um valor imenso e me vi querendo fazer o mesmo por meu Ben. Isso me fez olhar com mais carinho e generosidade para minha mãe e para minha infância. E me fez enfeitar a casa para a Páscoa e fazer guloseimas para a família e enfeitar a mesa. E me fez perceber que não precisa seguir nenhuma regra e que dá pra fazer do jeito da gente. E me fez ter certeza de que não é preciso gastar muito dinheiro para fazer a alegria de uma criança (e até de um adulto!). E me fez compreender que essas datas são importantes, sim, para que reforcemos os laços com as pessoas que amamos, para que celebremos a vida, os ciclos, a passagem dos anos de forma significativa. E me fez ser mais solidária, mais compreensiva e menos crítica com as outras pessoas, pois elas estão aí fazendo o melhor que podem para munir suas vidas de sentido. E me fez continuar sendo a mesma, mas sendo uma outra completamente diferente. É pouco?
E a nova Eu enfeitou a casa.

Coelhinhos feitos pela vovó.

Gostosuras...

...ou travessuras?