domingo, 12 de fevereiro de 2012

A primeira febre a gente nunca esquece...



No domingo passado, há uma semana, o Benjamin passou o dia meio desconfortável, sério demais, parecia cansado. Nós estávamos na casa dos avós paternos, e eu pensei que era por ele ter pulado o soninho da manhã. Quando chegamos em casa à tardinha, senti seu corpinho quente. Medi a temperatura e estava 37,5°C. Fui direto dar um banho morno e comecei a monitorar. Dormiu mal a noite toda, a febre aumentando.
Passou a segunda-feira toda ruinzinho, mas sem apresentar outros sintomas. Na terça teve alguns episódios de vômitos e um pouco de diarreia. Não queria comer nada, somente mamar. Fomos à nossa pediatra para examiná-lo. Era aqueles casos em que a coisa toda mais parecia uma dessas tais viroses. Ela me tranquilizou, disse que eu estava fazendo tudo certo: banhinhos mornos, muito líquido, colo, mamá e repouso. O corpo se encarregaria de se curar sozinho. Receitou somente duas homeopatias e me deu a requisição para um exame de urina, caso a febre não baixasse até quinta-feira.
A madrugada de quarta foi a mais difícil, quando o marcador encostou no 39°C. Quase abri a caixa do, até agora lacrado, antitérmico que temos em casa (para o caso de...). Mas meu marido e eu resistimos, e nossos colos é que confortaram Benjamin e o ajudaram a dormir. Quarta, tudo na mesma.
Quinta-feira vem a surpresa. A temperatura baixa muito e Benjamin acorda sem febre e sorrindo. Tudo passou! Ledo engano. Algumas horas mais tarde o corpo se encheu de pintinhas vermelhas. Corre a mãe para ligar para a pediatra. Expliquei o quadro e finalmente foi possível fazer um diagnóstico: roséola infantil ou exantema súbito. É uma doencinha de nenê que consiste no surgimento de febre alta por 2 ou 3 dias. De repente a febre some, e as manchinhas aparecem. Segundo o pediatra Paulo Fontanella (leia aqui o texto na íntegra), "é frequentemente confundida como 'alergia a antibióticos', pois, como gera febre alta e persistente nos primeiros dias, muitas vezes é prescrito antibiótico à criança com Roséola Infantil por médicos inexperientes ou por pressão da família, no período febril. Como a febre passa espontaneamente em 2 a 3 dias de doença e aparece o exantema (manchas), as pessoas atribuem as manchas ao antibiótico e não à doença".
Ele ainda continuou choroso, jururu, pintadinho e dormindo mal até ontem. Porém, hoje (domingo) acordou sorridente, faceiro e brincando bem mais que nos últimos dias. Passamos por essa!


Coisas que aprendi, crenças que reforcei
É claro que febre assusta. A gente cresce tendo medo dela, mas, na verdade, febre é bom, febre é benção. O corpo com febre é um corpo saudável que se aquece para combater invasores indesejados, como vírus e bactérias. Febre é mocinha, não é bandida.
Óbvio que foi um grande desafio não dar antitérmico para baixar a febre, mas estou muito feliz por ter conseguido. Claro que tem que ter bom senso, se aumentasse mais a temperatura, talvez eu lançasse mão do medicamento. Mas dessa vez não precisou. Confiei na capacidade do corpo de meu filho de se curar sozinho e tenho certeza que ele saiu mais forte dessa. Não foi fácil, repito. Pode até parecer que deixei Benjamin sofrer à toa quando poderia ter dado um antitérmico e tê-lo animado um pouco. Contudo, este ajoujamento causada pela febre é imprescindível para que a energia do corpo seja canalizada para o processo de cura. Quando eu ofereço um antitérmico e a criança volta a pular serelepe novamente, estou interferindo nesta cura, gerando uma cura "meia boca".
(Para saber mais sobre isso, recomendo a leitura do artigo "Está com febre? Que bom!"-páginas 4 a 6).

Para finalizar, fica a receita do que, dessa vez, deu certo com a gente: repouso, muita água, banhos mornos, mamá e colo à vontade. E disponibilidade emocional do pai e da mãe. Pois a mãe fica moída e o pai, a um certo ponto, além de dividir os cuidados com o bebê, tem que cuidar também da mãe, consolá-la, lembrá-la de acreditar em si mesma e em suas crenças.
Foi uma semana difícil, confesso. Mas, no fim, todo mundo saiu melhor e mais forte da experiência.

coisas que não posso deixar de repetir 1:
Colo, colo, colo nunca é demais. Colo de mãe (e de pai também) é tudo de bom, Benjamin que o diga. 
coisas que não posso deixar de repetir 2:
AMAmentar me ajudou muito nesses dias. O Benjamin não quis comer nada, só queria o peito, pois pra ele é também consolo, por isso ele não ficou sem se alimentar, o que me deixou mais tranquila. Foi uma semana de amamentação exclusiva novamente, com peitos vazando, e tenho que confessar que desta parte eu gostei.

2 comentários:

  1. O ilah teve o mesmo!!! febre e depois roseola! igual de asustados rsrsrsr beijos para esse fofo..

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  2. OI Aline, tudo bem?
    Te descobri hoje, estava aqui lendo teu blog, lindo o teu relato do parto, também li o relato do teu marido sobre a importância da Doula queria te pedir permissão pra copiar e publicar no meu blog, com os créditos. Deixa?
    Sou de Canoas, ainda não to gravida, vou consultar com a Drª Ana Codesso dia 17/02.
    To passando por algumas dificuldades, tenho uma trompa obstruída, ainda não sei como vai ser o tratamento.. e minha família não apoia o parto humanizado, graças a Deus meu marido me apoia, ele é quem mais importa, mas eu gostaria de poder contar com o apoio da minha mãe, irmã, cunhadas... mas elas são daquela opinião que gravidez é doença, é altamente perigosa e o mais certo é fazer cesárea! A louca sou eu de querer mudar o que tem dado tão certo este tempo todo!!!
    Qual hospital que tu deu a luz?
    Tu participou de algum encontro de maternidade?
    Vou te seguir e continuar te lendo, espero teu contato.
    Um beijão pra vcs.

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