sábado, 21 de abril de 2012

Benjamin: 11 meses

11 meses de carinho. 11 meses de trocas. 11 meses de descobertas. 11 meses de alegrias. 11 meses de fofura. 11 meses de aprendizado. 11 meses de acalantos. 11 meses de afeto. 11 meses de denguinhos. 11 meses de cosquinhas. 11 meses de bons dias. 11 meses de mamá. 11 meses de amor. 11 meses de papai. 11 meses de mamãe. 11 meses de Benjamin. 11 meses de nós três.
Parabéns, filhote! Parabéns, nossa família!




E agora, com vocês, as músicas do momento aqui em casa.

Esta é para dormir. O papai que descobriu. Não falha nunca.

                                                      
E esta é pra fazer bagunça. Ele canta "AA", eu respondo "UU". E ele dá risada. E adora ver o clipe. Pode?



   

E, só de folia, aí vai um vídeo do Benjamin. Para todo mundo morrer de fofice...



video

domingo, 8 de abril de 2012

Ressignificando as Festas, ressignificando a Vida


Ovinhos pintados para o Ben.
Já tive sentimentos muito diferentes em relação às datas comemorativas. Quando criança, o sentimento era amor. Eram dias especiais, dias de presentes, de roupas novas, de comidas gostosas. Era dia de ir na casa da avó, dia de brincar com os primos. Depois, na adolescência, o sentimento era ódio. Eu era uma adolescente rebelde (redundância?), meio anarquista, totalmente contra o capitalismo e os valores da burguesia (oi?). Coelhinho da Páscoa, ovinhos? Eu comia escondida, em casa, mas não gostava nada nada daquilo...
Na vida adulta, a adolescente revoltada deu lugar a uma adulta ainda rebelde, mas sem ódio no coração. :-D Assim, o ódio transformou-se em indiferença. "Ah! É Natal, é? "Boa Páscoa pra vocês também." Tá bom, não era somente indiferença. Eu sentia nojo também. Nojo do consumismo, nojo do frenesi que toma conta das pessoas, das filas, das propagandas, de ver gente gastando o que não tinha para comprar presentes, simplesmente porque alguém disse (os publicitários) que aquela era uma data especial.É ruim, hein!

 Até que me tornei MÃE. Então a criança, a adolescente e a adulta começaram a se comunicar, a confabular e a promover dentro de mim uma estranha síntese. Bateu uma necessidade muito grande de não deixar as datas passarem em branco, pois elas me faziam muito feliz quando criança e não quero negar isso a meu filho. Mas a rebeldia da adolescente e a consciência da adulta não me permitiam ceder ao consumismo tão contrário aos valores que defendo e que quero ensinar a meu filhote. E foi então que o diálogo interno entre as três Eu de antigamente promoveu uma grande mudança em mim. E eu percebi que o bacana é fazer as nossas datas, do nosso jeito, com a nossa cara. E eu me lembrei de minha infância e do modo "faça você mesma" de minha mãe, que fazia meus presentes, meus chocolates, meus cestinhos de Páscoa, minhas roupas... E tudo aquilo adquiriu para mim um valor imenso e me vi querendo fazer o mesmo por meu Ben. Isso me fez olhar com mais carinho e generosidade para minha mãe e para minha infância. E me fez enfeitar a casa para a Páscoa e fazer guloseimas para a família e enfeitar a mesa. E me fez perceber que não precisa seguir nenhuma regra e que dá pra fazer do jeito da gente. E me fez ter certeza de que não é preciso gastar muito dinheiro para fazer a alegria de uma criança (e até de um adulto!). E me fez compreender que essas datas são importantes, sim, para que reforcemos os laços com as pessoas que amamos, para que celebremos a vida, os ciclos, a passagem dos anos de forma significativa. E me fez ser mais solidária, mais compreensiva e menos crítica com as outras pessoas, pois elas estão aí fazendo o melhor que podem para munir suas vidas de sentido. E me fez continuar sendo a mesma, mas sendo uma outra completamente diferente. É pouco?
E a nova Eu enfeitou a casa.

Coelhinhos feitos pela vovó.

Gostosuras...

...ou travessuras?