terça-feira, 29 de maio de 2012

Festinha do Ben: alguns cliques

Olá, gente!


 Andei meio sumida pois estava organizando uma festinha de aniversário para o filhote. Foi algo bem simples, somente para a família e alguns amigos mais íntimos, mas, com a ajuda do papai, das dindas e das avós (a biológica, minha mãe, e as de coração, Rosângela e Terezinha), a gente organizou uma festa bem bonita! O tema da festa foi o coelhinho Peter, criação de Beatrix Potter, algo tão fofo e delicado quanto nosso Benjamin. Aí vão algumas fotinhos.


Não teve bolo. Teve bolinho!

Mesa de frutas. Detalhe para as cestas de cítricos nas laterais, colhidas naquela manhã pela dinda Fê.   


Papinha feita pela mamãe, servida em vidrinhos enfeitados pela vovó.
Frutas!

Salgadinhos.
Espantalho na hortinha de alecrim. As mudinhas eram também lembrancinhas.


Os coelhinhos de pelúcia eram todos da mamãe e do titio. Na cestinha, coelhinhos de tecido feitos pela Tere, com camomila e erva doce dentro.
Varal de fotinhos.
Os presentes foram colocados dentro desta banheira linda, que era do papai e que o Ben ainda usa.
A equipe organizadora da festa.



Nosso guri de 1 ano. Lindo!

Parabéns, Benjamin! Te amamos!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Criação com apego: eu pratico e defendo!




Achei muito legal a proposta da Cientista que virou mãe de fazer uma blogagem coletiva sobre a Criação com apego (Attachment parenting). Desde que a capa da Time foi divulgada, muito se tem falado sobre o assunto. Pipocam matérias, entrevistas e comentários nas redes sociais.
Infelizmente, nada do que li se afasta muito do senso comum e de visões bastante preconceituosas. É como se a criação com apego fosse uma invenção estranha de gente esquisita...
Bem, aqui em casa é essa a forma que escolhemos para criar nosso filho. (É verdade que somos um tanto esquisitos...:-D) Benjamin sempre teve colo à vontade, é amamentado em livre demanda, dorme conosco e sempre é atendido com muita sensibilidade e carinho. Dei um tempo na vida profisional e me dedico a ele em tempo integral. Meu marido sai do trabalho e vem correndo para casa para poder também ficar com ele, cuidar, alimentar, brincar... Para nós é um grande prazer mater-paternar nosso bebê. Praticamos criação com apego não por ser uma teoria bacana ou para nosso filho se desenvolver melhor. Praticamos criação com apego porque não saberíamos fazer de outra maneira. Penso que a base da teoria engloba o que mais se aproxima do que é instintivo e intrínseco à nossa natureza mamífera. Então é fácil! (Ou pelos menos deveria ser...) Além do quê, para nós não é nenhum drama colocar as necessidades de nosso filho em primeiro lugar, buscando sempre ter empatia por essa pequena pessoinha que veio nos colorir ainda mais a vida. Na verdade, nos parece a coisa lógica a fazer, uma vez que o bebê é a pessoa na família que está em formação e que possui mais urgência de ser atendida.
E para praticar a criação com apego, não existe mistério nem segredo: é só seguir o coração e ouvir o que nos diz nosso filho que tudo flui, em um fluxo constante de amor. É fato que às vezes a gente cansa, falta um pouco de energia, fica-se um pouco assim-assim... Mas basta olhar para o rosto de nosso pequeno - sorrindo, tranquilo, seguro, terno, carinhoso (ele dá beijo até na comida enquanto come) - para se reenergizar, com a certeza de se estar fazendo a coisa certa para nós, a que mais respeita e ele e a nós mesmos.
Aqui em casa é assim: é na base do beijo, do colo, do afago, do respeito e do carinho. Eu acho que criar com apego é simples, pois basta ouvir a nós mesmos e a nossa cria. Além disso, criar com apego é curativo pois pode-se ressignificar nossa própria infância e nossas próprias carências dando a nosso filho aquilo que não tivemos. Criar com apego é tudo de bom. Basta se permitir. E correr para muiiitos abraços!









A partir do momento em que chegamos ao mundo e desde os noves meses anteriores, temos uma necessidade: apego.
Mas, como bebês, não sabemos que apego pode significar outra coisa para nossos pais, dependendo de suas próprias histórias de criação.
Talvez os pais deles fossem desdenhosos...
Indisponíveis...
Avessos a emoções...
"Não chore!"
"Nesta casa não sentimos raiva"
"Não falamos sobre nossos sentimentos"
"Não seja bobo"
"Tá bom, filhinha, tá bom"
"Agora eu não tenho tempo".
Talvez fossem imprevisíveis:
Calorosos e frios,
Aceitando e rejeitando.
Talvez alguém que eles amassem fosse assustador, alguém em quem eles não podiam confiar...
E, então, aprenderam a se afastar da pessoa de quem mais precisavam.
Aprenderam a fechar seu próprio coração.
Mas então você nasceu...
E todo o amor que eles tinham em seus corações estava lá... pra você...
Porque te amavam com todo coração... mas também com suas histórias de infância.
Eles não eram perfeitos...
E, agora, você pensa que deve levar adiante essa mesma história... Agora como pai, para seu próprio filho.
"Eu não queria ter dito isso"
"Sinto que estou estragando tudo"
"Eu não quero que meu filho se sinta afastado"
"Eu me sinto tão falho..."
"Não desejo toda essa culpa"
"Sinto que não mereço ser sua mãe"
Conheça sua própria história.
Você não precisa ser perfeito.
São justamente nossas conexões, desconexões e religações que ajudarão a criar resiliência em nossos filhos e curarão nossos próprios corações.
É assim que você dará sentido à sua própria história...
Não é o que aconteceu no seu passado que será o melhor para seu filho.
A criação com apego não é um estilo.
Não é uma forma de cuidado parental.
Não é uma fórmula, nem uma garantia.
É a biologia do amor, um conceito mental, o coração do relacionamento.
É a bússola que nos diz quando estamos perdidos...
E que nos traz de volta para casa.
Mesmo muito tempo depois de nossos pais terem nos deixado ir.
A criação com apego nos faz crescer.
E nos cura.
(Tradução do vídeo: Ligia Moreiras Sena)


Saiba mais:

Attachment Parenting International
O que é Criação com Apego
A criação com apego e a neurociência






segunda-feira, 21 de maio de 2012

Benjamin: 1 ano!

Ter filhos é um tratado sobre o tempo. Por um lado, parece que ele voa, pois um ano passa num flash. Por outro, parece que ele se alarga, pois um ano é tão intensamente preenchido que parece que faz muito mais tempo que este serzinho incrível faz parte de nossa vida. É uma maravilha, é uma loucura, é uma paixão. É ternura pura, é pouco sono, é muita alegria, é coração transbordante de amor.
Benjamin, meu querido, gratidão por esse ano, por esse nosso primeiro lindo ano.
Por mais que eu busque, não consigo encontrar palavras que traduzam a maravilha que tornaste a minha vida.
Te amo demais, filhote!

video

sábado, 12 de maio de 2012

Mais mãe, menos mãe, mãe o suficiente







Sei que está todo mundo falando sobre esta capa (só a capa, a gente nem tem acesso à matéria, né?), mas pessoalmente ainda estou digerindo, tem muita coisa a dizer sobre isso, nem sei por onde começar... 


Well... Mesmo assim, aqui vão alguns drops de reflexão... Penso que, sim, eles querem criar polêmica, sobretudo se pensarmos que esta é uma revista estadunidense, país no qual a amamentação é tabu, em que aproximadamente 80% dos bebês são desmamados antes do primeiro aniversário. No entanto, ainda que o viés da matéria me pareça negativo (Você acredita em jornalismo imparcial? Eu não.), já que se utilizam termos como "extremos" e "guru" (para se referir ao Dr. Sears), considero este debate muito positivo.
A pergunta "Você é mãe o suficiente?" coloca as mães que como eu são partidárias do attachment parenting (ou, em português, criação com apego) em uma posição desconfortável, pois faz parecer que somos radicais, agressivas e que estamos disputando com as mães mais "tradicionais" para ver quem é a melhor. Por outro lado, essa discussão me fez pensar que seja possível, sim, que, com o passar do tempo, a gente se torne mesmo meio radical, fique na defensiva, pois essa forma de maternagem não é um caminho fácil. Vivemos na cultura do bebê sozinho no berço, dos métodos de adestramento de sono, de mães que saem da maternidade com uma receita de fórmula embaixo do braço... Não acho que essas mães sejam menos ou mais mães do que eu; cada uma com suas verdades, cada uma com suas escolhas... 
Mas é fato que é preciso ter coragem para trilhar este caminho, é preciso bancar nossas escolhas e peitar muitos preconceitos, deixando de lado todo um pacote de paradigmas da maternidade que nos vendem desde sempre.
Jamie Lynne Grumet, a mulher que aparece na capa da revista amamentando seu filho de 3 anos, correu o risco e peitou o mundo para trazer à baila este debate.
O que vocês acharam? Quais foram os sentimentos que esta capa despertou em vocês?

terça-feira, 1 de maio de 2012

Reflexões de uma noite sem sono

 Nas últimas semanas, temos dormido mal aqui em casa. Na madrugada, muitas vezes, Benjamin resmunga, chora, pega e solta a teta... Um dia desses acordou e tivemos que ficar brincando com ele da uma às quatro da madruga. (Mamãe com olheiras: a gente vê por aqui.)
E nessas horas nós, adultos, rapidamente encontramos explicações para o problema: "esta criança está indo dormir com fome", "isso é culpa da cama compartilhada, que está atrapalhando o sono dele", "teu leite é fraco, dá uma mamadeira de leite de vaca que ele dorme a noite inteira", "é calor", "é frio", e por aí vai.
Então, em uma dessas noites difíceis, vendo o semblante de sofrimento de meu pequeno ao acender a luz do abajur, tive um insight: ele pode muito bem estar angustiado, preocupado com alguma coisa, passando por uma fase difícil de sua ainda tão curta vida.
Mas como assim? Angustiado com o quê? Preocupado com o quê? Quer vida melhor e mais fácil que vida de bebê? Não tem que pagar conta, lavar louça, nem ligar para o SAC das Americanas... Mó moleza!

Eles também se angustiam?
Será mesmo? Visualize o que é crescer. Não dá para lembrar como foi com você, então faça um exercício de imaginação. Coloque-se por um instante na pele de um bebê. Isso significa crescer e crescer a cada dia. Significa ter seu cérebro trabalhando SEMPRE a mil para adquirir novas habilidades. E ter que lidar com tudo isso e se readequar o tempo todo. Significa, aos poucos, ir percebendo que sua base (= mãe) não faz parte de você. Ela pode sumir às vezes. Você depende dela. E se ela resolve sumir para sempre?
E seu corpo aumenta, aumenta e aumenta. Os braços, as pernas, a cabeça. Ontem você cabia aqui, hoje não mais. E você quer muito se mover, mas isso acontece de forma lenta e gradual. E se você for muito longe e perder sua mãe de vista? Xiii... Será que não é melhor continuar sendo um bebezinho? E você quer mamar, pois ainda está na fase oral; já está desenvolvendo outros meios de se comunicar com a mamãe, mas o mamá ainda é uma forma. Porém já tem gente dizendo por aí que você está muito grande e que é hora de ir tirando a teta de você. Como assim? A teta não é sua?
Não bastando tudo isso, sua mãe anda meio impaciente nos últimos tempos. Ela reclama que está cansada e você percebe que a coisa é com você, pois ela anda meio escorregadia... Na primeira oportunidade, ela larga você no colo de outra pessoa e sai para dar uma volta. Parece que quer se livrar de você. Então você se sente inseguro, né? Chora e gruda no pescoço dela. Ela, em vez de ficar feliz por ser tão amada e necessária, fica irritadiça e meio de má vontade. E por aí vai...
Visualizou? Achou tenso? Eu achei!

É bom explicar que isso é só um insight de mãe, em um momento de profunda empatia com sua cria. Não sei se existem estudos, teorias, ensaios sobre isso. Posso estar falando a maior bobagem do mundo, posso sim. Mas foi esta a impressão que eu tive naquela noite insone: a de que esses pequenos coraçõezinhos podem ser afligidos por muito mais sentimentos do que é capaz de imaginar nossa vã filosofia.