terça-feira, 24 de julho de 2012

Doula (em construção)

Todas emissoras de ocitocina, o hormônio do amor.


Dos dias 13 a 16 de julho eu vivenciei meu segundo renascimento.
O primeiro ocorreu no dia 21 de maio de 2011, quando nasceu Benjamin, e junto a ele eu renasci em uma nova versão de mim mesma: mais feminina, mais generosa, mais empoderada. O segundo, mais recente, se deu no Curso de Capacitação de Doulas, promovido pela ANDO (Associação Nacional de Doulas). Foram dias muito intensos: muito aprendizado, trocas, calor humano, conhecimento, sacudidelas... Neste curso conheci mulheres maravilhosas, idealistas, sonhadoras, que não desistiram de mudar o mundo, de lutar, mas sem perder a ternura. Neste curso tive a honra de conviver com grandes pessoas: Lucía Caldeyro, doula há mais de 30 anos, pessoa transbordante de luz e amor; Neusa Jones, enfermeira obstétrica, um encanto de mulher, muito doce, tranquila e paciente; Ricardo Jones, médico obstetra, ginecologista e homeopata, homem brilhante e um grande pensador da área da Humanização do Nascimento, sem esquecer de Maria José Goulart, a  Doula Zezé, que, com muita dedicação, organizou e "doulou" o curso inteiro.
Desde o dia 16 de julho, quando essas mais de 30 lindas mulheres receberam das mãos de Zeza Jones suas "pedrinhas preciosas" acompanhadas da frase "Está sensibilizada para ser uma doula" que eu venho sentindo a mais profunda gratidão por ter estado ali, pelo Universo ter me proporcionado tamanho presente. Sinto também, cada dia mais forte, a certeza de que - ampliando o que diz Michel Odent - para mudar o mundo temos que mudar a forma de gestar, de nascer e de maternar. E nós, doulas, podemos atuar em todas estas frentes: na gestação, no parto e no pós-parto. Sendo assim, meninas do Curso de Capacitação de Doulas de Porto Alegre/2012, minhas companheiras, irmãs de alma e de ideais, fica o recado: nós temos muito trabalho a realizar!
Eu, pessoalmente, sinto que começarei bem devagar, devido a meu momento de maternidade full-time, tendo um bebê em casa e na espera do segundo e desejando estar muito presente nesta fase de meus filhotes. Por ora, posso dizer que o curso ampliou meus horizontes, me fez reconstruir minha história de parto, refletir mais sobre ela e me encheu de vontade de fazer várias coisas de forma diferente no nascimento do bebê que estou gestando. Ademais, com toda a rica informação que recebemos, não podemos nos furtar à responsabilidade de nos tornarmos ativistas pela Humanização do Nascimento. Mas ando devagar porque já tive pressa, como diz a canção. Desde que meu Ben nasceu tenho aprendido a vivenciar um tempo fora do tempo, que é o tempo do maternar. Desde então trilho um caminho completamente novo, piso sobre um terreno desconhecido, mas que até agora tem se revelado totalmente florido e iluminado. Este curso para mim foi como encontrar no meio desse caminho uma placa bem grande, escrita em letras garrafais: VOCÊ ESTÁ NO CAMINHO CERTO. CONTINUE SEGUINDO POR AQUI. E é o que farei, certamente.

Trilhando um caminho florido e iluminado.





Por último, mas não menos importante, não posso deixar de agradecer à minha doula, Fabi Panassol, por ter plantado esta sementinha em meu coração e me ajudado a sentir na pele e na alma a importância da presença da doula no momento do trabalho de parto. Gratidão!

Um comentário:

  1. Aline Linda, adoro te acompanhar neste caminho e fico feliz pela escoha que tu fiz. Ser mulheres que caminham com outras nos seus ciclos, é tambem para mim uma escolha certa. Con todo meu coração eu te apoio. Beijos de luz e feliz dia fora do tempo que no calendario maia é o dia do perdão e do renacimento.

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