sábado, 15 de setembro de 2012

Um baita susto e uma lição

Acho que nunca contei aqui que logo ao nascer tivemos um baita susto com o Benjamin. Ele sofreu uma contaminação por bactéria e foi diagnosticada uma meningite bacteriana. Foram dificílimos 14 dias na CTI neonatal fazendo tratamento com antibióticos. (Sempre fiquei com a dúvida: se tivesse tido parto em casa isso teria acontecido? E se a bactéria fosse minha e não do hospital e em um parto domiciliar a gente não percebesse o problema a tempo de fazer alguma coisa? Nunca saberei...) Mas, de qualquer forma, saímos dessa numa boa, ainda bem!
Depois disso, para compensar, nosso gurizinho sempre teve saúde de ferro, crescendo bem, mamando muito, se alimentando, se desenvolvendo... No rol dos problemas de saúde, somente uma roséola aos 10 meses e uma virose há umas duas semanas.

Então, na noite de quinta-feira tivemos o nosso segundo baita susto, o qual senti em gravidade e intensidade maior que o primeiro. Eu já estava deitada (a gravidez me deixa com muuuuito sono) e o Abramo estava na sala ninando o Benjamin, que estava um pouco amolado e febril, pois tinha feito vacina naquela manhã. De repente, acordo com o Abramo me chamando: "Aline, o Benjamin está tendo uma convulsão!" Gente, eu não sabia se rezava, se chorava, se pegava ele no colo... É uma cena que eu nunca mais gostaria de presenciar, sinceramente.
Nós dois, cada um com um terço de cérebro funcionando, enquanto a crise acontecia, conseguimos nos vestir, chamar um táxi, ligar para a pediatra, separar carteirinhas do convênio e umas fraldas e coisas do Ben e sair correndo em direção ao hospital mais próximo. A noite de quinta para sexta entrou para o top 10 das piores noites de nossas vidas, com certeza. Procedimentos, exames, seringas, médicos e enfermeiros... Da parte do Benjamin, muito incômodo, medo, choro. Da nossa parte, muito medo, cansaço, insegurança, choro também. Felizmente, os exames que fizeram nele deram todos bons. Tivemos que permanecer com ele internado até a manhã deste sábado somente por questão de precaução, pois os médicos queriam mantê-lo sob observação caso tivesse uma outra crise (o que não aconteceu, felizmente).
Agora estamos em nossa casa, e ele passou o dia bem. Brincou, comeu. Parece estar muito cansado, é claro, pois não foi nada fácil para ele. As costas estão doloridas devido a uma punção feita na base da coluna em um exame que serve para descartar meningite, e o pezinho no local onde colocaram o acesso  para soro e medicamentos também está incomodando. Por que ocorreu a convulsão? Tudo indica que foi uma reação à vacina que ele tomou, a DTP, contra tétano, difteria e coqueluche. (Parece que problemas com essa vacina são mais comuns do que se imagina...) De qualquer forma, já passou. Passamos por esta, juntos e guerreiros.
E a lição? É simples. Na real, é algo que a gente está careca de saber, mas que no dia a dia acaba se perdendo: NADA  é mais importante que as pessoas que amamos, nada mesmo. As últimas semanas estavam sendo difíceis para mim: estava triste, abatida, decepcionada, pois andei levando uma rasteira daquelas da vida... Esse episódio com o Ben - triste, sofrido, pesado - me fez redimensionar as coisas. Toda a dor, a decepção, o sentimento de injustiça, o desconforto que eu estava sentindo perderam a importância. O que importa de verdade está aqui comigo, bem perto e bem junto: Meus filhotes e meu amado. Minha família. Meus amigos verdadeiros. O resto? O que eu perder, eu recupero. O que machucar, eu curo. O que é para ir, que se vá. É ou não é?


6 comentários:

  1. Puxa, que baita susto mesmo! Nem consigo me imginar nessa situação! Que bom que o Ben já está melhor! Grande beijo! Nine

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  2. Aline,querida. Que bom que ele está bem! Eles são mesmo a coisa mais importante do mundo! Você tem ao seu lado as pessoas mais importantes do mundo! Não tem como não ser feliz assim! Sei que de vez em quando acontecem alguma coisas que nos deixam meio tristes. Mas isso passa. E os seus amoras ficam. É importante lembrar de interpretar os sentimentos da seguinte forma: o antônimo de "triste" é "alegre", e não "feliz". O antônimo de "feliz" é "infeliz". Assim, algumas vezes podemos estar tristes, mas ainda assim felizes. Podemos não estar muito alegres por algum motivo, mas nem por isso estamos infelizes! Alegria e Felicidade são coisas diferentes, uma não depende da outra. Sei que o que você passou antes te deixou triste. Não sei o que aconteceu, mas quando recebi o seu e-mail de despedida vi sim que era algo sério e que devia ter te deixado bem triste, chateada e frustrada. Quis te escrever, mas o tempo não deixou. Desculpa!
    Mas a vida é linda e ajuda a nos lembrar do que realmente importa e o que nos faz feliz!
    É importante lembrar que além de tudo você está com milhões de hormônios enlouquecidos por causa da gestação. Permita-se ficar melancólica, reclusa, triste, se em algum momento seu corpo pedir isso. Nem por isso você deixa de ser feliz e de fazer os seus amores felizes! E pode contar sempre com essa nova amiga aqui! um beijo!

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  3. Que desespero!
    Deu até medo! Essa semana, meu filhote de 4 meses tem que tomar umas vacinas também...
    Ainda bem que tudo terminou bem.

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  4. Que bom que o Benjamin está bem Aline, que baita susto!
    Mas que maneira maravilhosa de encarar as coisas... parabéns!
    Teu depoimento também me fez repensar várias coisas... obrigado por dividir a dor e o crescimento!
    Estamos sempre aqui pro que der e vier viu!
    Beijinhos!
    =)

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  5. adorooooo o teu blog!!!
    é isso o que importa, teus bebês e o Abramo...
    Saúde e paz para vocês sempre!!!

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