sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Parir sorrindo

A chegada de Gael se aproxima. Estou meio introspectiva, chocando o ovo, toda corpo, toda atenção aos sinais e às mudanças, toda "para dentro". Ontem pensei que isso está ocorrendo desta maneira sobretudo porque já tive uma experiência (ótima, por sinal) de parto e sei que este acontecimento tão lindo, transformador e fisiológico é uma pequena morte. Depois do parto de Benjamin nunca mais fui a mesma. Morri um tanto para depois renascer, sendo a mesma e ao mesmo tempo sendo uma outra. Quando Gael chegar sei que meu eu será linda e necessariamente dilacerado pela segunda vez, e o produto deste processo não sei ainda qual será, mas tenho certeza que me sentirei mais forte, mais crescida e mais mulher do que sou agora.

Encontrei agora há pouco no blog da Cris, que também está na reta final à espera de seu segundinho, este lindo vídeo. Ele representa o que desejo neste meu segundo parto. Se no nascimento de Ben encontrei minha força e me superei, no nascimento de Gael quero entrar em intenso contato com meu eu, com meu instinto e com as demandas de meu corpo. Quero serenidade. Quero viver com plenitude o momento. O meu momento. Este vídeo é uma prova de que não só é possível para o filho nascer sorrindo; é possível para a mãe parir sorrindo. Que assim seja!




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